Historia:

A ausência de documento que indiquem de maneira concreta e precisa às origens históricas do município faz recorrer à tradição corrente entre os mais antigos moradores locais. Afirmam eles que uma enchente, desviando o curso do Rio Jiquiriçá, provocou total destruição de uma pequena comunidade existente em sua margem direta. Os principais habitantes do local afetado, reunidos, edificaram uma capela sobre a inovação de Nossa Senhora das Dores e assim, teve início a uma nova povoação, situada agora na margem esquerda do rio e um pouco abaixo da Cachoeira do Estouro, local que colocava o incipiente de enormes lajeados, nas proximidades, o povoado tomou a denominação de Nova Laje.

Os fatos acima mencionados são anteriores a 1850, porquanto somente a 02 de maio de 1864, pela Lei Provincial nº 929, foi à povoação elevada à categoria de freguesia, subordinada eclesiasticamente a freguesia de São Miguel e sob a denominação de Nossa Senhora das Dores de Nova Laje, topônimo que evoca simultaneamente a padroeira e uma peculiaridade de seu território.

Em 1870, pela resolução provincial nº 1.100, de 9 de abril, a sede de freguesia foi transferida para a capela de Nossa Senhora da Conceição do Cariri, localidade próxima.

Porém pouco depois, em 1884, a sede da freguesia retorna a Laje, agora sob a designação de Nossa Senhora da Conceição do Cariri de Nova Laje, nome esse que as autoridades eclesiásticas deram para a Paróquia atual. Com a criação da Vila de Aratuípe em 1899, foi à freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Cariri de Nova Laje anexada a seu território, dele fazendo parte até 1905.

Nesse ponto convém esclarecer que, antes da criação de Aratuípe,, o território do atual município de Laje, integra, hoje o município de Jiquiriçá, que, por sua vez fora desmembrado do de Nazaré e alcançavam o quilômetro 86, sendo aí edificada a estação de Laje. Esse acontecimento deu grande impulso à povoação, aumentando consideravelmente o número de habitações, que se concentravam em torno da referida estação, hoje centro da cidade.

Em virtude desse melhoramento, e graças aos esforços de José Augusto Sampaio e dos Senadores Estaduais João Martins da Silva e Frederico Costa, viu-se o distrito de Nova Laje elevado à categoria de município, através da Lei Estadual nº 595, de 20 de julho de 1905. A administração do município iniciou-se a 1º de janeiro do ano seguinte, sendo o seu primeiro intendente o Sr. Leonel Caldas Brito, que já exercia a freguesia da junta Distrital.

No ano de 1914, ocorre outra enchente do rio Jiquiriçá e, pela segunda vez sofre a cidade os seus rigores. Destruída parcialmente, a reconstrução a que doravante se vai proceder, restringe-se a áreas edificáveis, a margem esquerda do rio, a salvo de futuras cheias. Um melhoramento de vulto se deu com a inauguração da energia elétrica em 2 de julho 1927. Este foi o pioneiro avanço da cidade, no qual o Sr. João Freire de Assis, firmou com a Prefeitura Municipal o contrato de concessionário do fornecimento de energia elétrica, importante serviço de utilidade pública.

Até 1932, Laje compunha-se apenas do Distrito Sede-Nova Laje. Porém, em 1933,foram criados os distritos de Capão e Engenheiro Pontes teve, também antes da atual denominação, o topônimo Toca. Esta última denominação foi-lhe dada em homenagem ao Engenheiro Frederico Pontes, encarregado da costrução dotrecho ferroviário que por ali passa. Esses distritos fazem parte ainda da atual divisão territorial fixada pelo Decreto Estadual nº 11089, de 30/11/1938´, acontecendo o mesmo entre 1944 a 1948, estabelecida pelo Decreto Estadual nº 12978, de 01/06/1944, permanecem os nomes dos citados distritos devendo-se observar a mudança da grafia do topônimo da sede municipal, que passou a escrever-se LAJE em vez de LAGE, como erradamente se escrevia antes. Em 1960 Laje sofre mais uma vez a ação das cheias do rio Jiquiriçá, distruindo parcialmente toda sede e levando muitas famílias a deixarem o município. Mas permanecem aqui homens e mulheres valorosos que lutando, reconstruíram a cidade que chega ao século XXI estruturada e acolhedora.

Hino:

Doravante, confiantes

Vamos todos os filhos desta terra
Erguer mais alto a nossa bandeira
E amando-a de coração
Gritar o nosso amor com gritos fortes
E com braços fortes abraçar nossos irmãos.
Laje, Laje,
Laje terra do meu coração.
São teus monte, tuas matas
Dádivas da natureza
São teus rios e cascátas
Prova de eterna grandeza
Teus campos verdes
Tuas lindas Flores
São dois amores que enriquecem sua beleza

  • Letra de João Batista dos Santos (Jojó)
  • Música: Miro e Uberlúcio

Aspectos Geográficos:

Situado na Mesorregião Centro Sul Baiano. O município de Laje está localizado na zona fisiológica de Jequié, no Vale do Jiquiriçá entre duas serras.Com densidade demográfica de 39,2 hab/km² e altitude de 190m acima do nível do mar.

O município de Laje com área territorial de 509 km² e clima quente úmido, distancia-se a 228 km da Capital do Estado-Salvador e suas principais vias de acesso são a rodovia BR 101 e BA 420.Sua população é de 19.601 habitantes, segundo o censo de 2000.

Seus principais centros urbanos são: a Sede do Município, o Povoado Ponte do Jiquiriçá, Povoado do Cruzeiro, Povoado da Marcolina, Distrito do Capão e Vila de Engenheiro Pontes.

O município de Laje tem como limites os municípios de São Miguel das Matas, Santo Antônio de Jesus, Aratuípe, Valença, Ubaíra, Laje, Mutuípe e Jaguaripe.


Aspectos Demográficos:

A população no município de Laje apresentou entre os anos 1991 a 2000 um baixo crescimento populacional. Segundo o censo de 2000 o aumento mais relevante aconteceu na zona urbana, uma vez que a população residente passou de 3.849 para 5.118 habitantes neste período. Este aumento deve-se ao fato de pessoas de outros municípios elegerem Laje como lugar especial para viver e criar seus filhos devido a harmonia, beleza, clima agradável do local, baixo índice de violência e a proximidade dos grandes centros. Já a zona rural manteve praticamente a mesma quantidade de habitantes o que fica evidenciado as políticas públicas municipais voltadas para manutenção do Homem Do Campo no Campo.

No período 1991-2000, o índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Laje cresceu 24,81%, passando de 0,524 em 1991 para 0,654 em 2000. Em 2006 o IDH é 0,757 segundo o BNDES.

A dimensão que mais contribuiu para este crescimento foi a Educação, com 65,7%, seguida pela Longevidade, com 22,9% e pela Renda, com 11,3%.

Esta melhoria reflete o investimento feito em educação, quando o município conseguiu diminuir as taxas de analfabetismo e aumentou a permanência do aluno na escola, qualificando o professor, estruturando a equipe técnico-administrativa e pedagógica e ampliando o transporte escolar.

Neste período. O hiato de desenvolvimento humano ( a distância entre o IDH do município e o limite máximo do IDH, ou seja, 1- IDH) foi reduzido em 27,3%. Se mantivesse esta taxa de crescimento do IDH-M, o município levaria 13,3 anos para alcançar São Caetano do Sul '(SP), o município com o melhor IDH-M do Brasil (0,919), e 8,1 anos para alcançar Salvador (BA), o município com o melhor IDH-M do Estado (0,805).

Em 2000, o índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Laje é 0,654. Segundo a classificação do PNUD, o município está entre as regiões consideradas de médio desenvolvimento humano (IDH entre 0,5 e 0,8, Laje apresenta uma situação boa: ocupa a 92ª posição, sendo que 91 municípios (21,9%) estão em situação melhor e 323 municípios (78,1%) estão em situação pior ou igual.

FONTE: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil



Prefeito: Klebson Duarte Mota (Binho de Mota) Vice-Prefeito: George Leão.
Laje- Bahia 2017
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